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segunda-feira, 25 de julho de 2011

O que fica



Amy Winehouse está morta. E para mim, como para muitos jornalistas e críticos que li neste fim de semana, tratava-se de uma morte anunciada. A vida desregrada, o excesso de drogas e álcool estava a deteriorando aos poucos.

Sua morte trágica, aos 27 anos, a transforma em um mito, como muitos outros. Mas antes disso, sua vida e obra também traziam certa nostalgia do passado, como bem apontou Camilo Rocha em seu blog "Amy Winehouse parecia não pertencer aos dias de hoje”.

A partir dos anos 90, e sobretudo nos 2000, um pop star se envolver em escândalos, e publicamente assumir ser usuário de drogas não era mais comum, como nos anos 60 e 70. Amy trouxe este comportamento de novo à moda, desagradando, mas, também por isso, gerando uma legião de fãs, para os quais “rehab” era um hino de libertação de um mundo tão politicamente correto.

Para além da atitude rock in roll, para mim o grande legado de Amy Winehouse foi atualizar e modernizar a tradicional música “negra”, atraindo os ouvidos dos jovens para o jazz e o clássico R&B. Ela foi cedo demais, mas acredito que deixou um legado. Abriu caminhos para Adele, por exemplo. A esperança está viva.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Gabriel O Pensador -Nunca Serão (Dirigido por José Padilha e Oscar Rodri...



Em tempos de guerra no Rio, vale a pena escutar a música de Gabriel, o pensador, amigo e parceiro de José Padilha.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sweet Dream


Como escrevi aqui no Blog minha "crítica" sobre a Beyonce, achei que seria relevante informar que fui no Show dela em São Paulo, dia 06/02, no estádio do Morumbi, uma das últimas paradas da turnê "I am...tour", do Álbum "I am Sacha Fierce".

Fiquei mais encantada ainda por Beyonce. O show é um espetáculo em si, muito bem organizado e com toda a infraestrutura que um show que percorre o mundo deve ter.

Mas acima de tudo, o que garante o sucesso do show é a própria Beyonce. Dona de um rebolado de dar inveja e de uma voz maravilhosa, não há nada pra se dizer, além de Diva!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Diva


Os críticos do pop que me perdoem, mas eu acho Beyonce o máximo! Se me perguntassem naquelas enquetes de adolescente qual artista que eu gostaria de ser, responderia que seria ela, com certeza!

Acho Beyonce uma mulher linda, talentosa e que, acima de tudo, produz boa música. No universo do pop, onde o que conta é estar no 1° lugar e lançar refrões que peguem, ela não parece se preocupar com a onda do momento e seu trabalho faz sucesso pela sua qualidade.

Os arranjos e melodias são dançantes, mas não são do tipo chiclete que duram apenas um verão. Além disso, a gente percebe as influências da clássica música negra americana, indo além de estereótipo de gueto ou de mulher sexy.

E fora tudo isso, ainda admiro a forma como ela encara sua carreira, não misturando seu trabalho com a vida pessoal, não se envolvendo em escândalos, nem se promovendo às custas disso.

Acho que não sou só eu que pensa assim. Prova disso são os vários prêmios que a cantora ganhou nesse ano, como os do VMA - Video Music Awards e no Europe Music Awards da MTV.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O Michael de Henrique


Em 2007 eu fazia estágio no Programa Ler e Escrever, na primeira série de uma escola municipal da Zona Oeste, próxima à USP. Na classe, havia um aluno chamado Henrique, fã de Michael Jackson aos sete anos de idade.

Henrique era um dos alunos mais carismáticos da sala. Esperto, comunicativo e sobretudo muito persuasivo. Era muito interessante quando a professora às vezes lançava algum debate na sala de aula e ele prontamente respondia exatamente aquilo que ela queria ouvir.

Apesar de bagunceiro, ele sempre defendia que os alunos deviam ser comportados, modalizando a voz, usando palavras difíceis, como quem quer mostrar que está falando sério. Ele era brilhante, e nem tinha aprendido a ler e escrever.

Em determinado dia, a professora avisou que haveria uma festinha na sala de aula e a professora levaria o "som" para a classe. Henrique perguntou se poderia levar o seu CD do Michael Jackson. A professora e eu ficamos surpresas com a proposta do menino, e ela concordou.

No dia seguinte, Henrique era um dos mais ansiosos para começar a "festinha". Chegou na sala e rapidamente tirou o CD de sua mochila para a professora tocá-lo. A música era "Bad", e logo ele começou a dançar, imitando os passos do rei do Pop, andando para trás, com o seu sorriso esperto no rosto. Fez o maior sucesso.

Henrique contou que o seu tio que o ensinou a ser fã de Michael. Eu e a professora nos divertimos muito naquele dia. Ela não acreditava que aquele menino que, assim como eu, não tinha idade suficiente para ter visto, como ela viu, o pequeno Michael se tornar um mito, podia gostar tanto do cantor.

Michael morreu, mas a lembrança e a influência dele ainda ficará por muitas gerações.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Da música no pá tropi...



Drummond já afirmou, nós também temos saudade do que não vivemos. Nunca soube explicar, mas desde criança me interesso pela música da década de 60, e adorava ver na TV as imagens dos grandes festivais daquela época em que Elis, Caetano, Mutantes, se apresentavam.

Hoje fui assistir o documentário Simonal - Ninguém sabe o duro que dei, de Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal. Como um documentário típico para sua temática, intercala os depoimentos com música, mas também com recursos de imagens irreverentes ao estilo do artista, cuja história eu desconhecia.

Baseado na ascensão e queda do ídolo que depois foi condenado pelos artistas e pela imprensa - diga-se de passagem - e não pelo púlbico, o documentário serviu de certa forma para recolocar Wilson Simonal na história da música brasileira.

Amir Labaki, em sua coluna sobre documentários no Valor Econômico, apontou para a tendência de produção de filmes sobre músicos no Brasil. Mas acredito ainda que há um movimento à parte, que não é somente musical, mas que reproduz uma nostalgia dos anos 50, 60 e 70.

O diferencial de Simonal é narrar uma história de um músico não somente por causa da sua importância, mas justamente pra gerar um debate em torno do seu ostracismo, a ponto de eu, com meus vinte e poucos anos, só ter ouvido falar do cantor como se fosse um passado distante, e não associá-lo àqueles bons tempos que gostaria de ter vivido...

foto: Bravo Online

sábado, 16 de maio de 2009

Em verde claro



Depois do sucesso de American Idiot, em 2004 e com toda a campanha contra o governo Bush e a sociedade americana, Green Day lança o álbum 21st Century Breakdown, e as poucas críticas que vi, disseram que dessa vez a banda está menos ousada, inclusive musicalmente.

Se há relação com a nova fase política americana de Obama, isso não podemos afirmar. Em entrevista, o vocalista e guitarista Billie Joe afirmou que os americanos devem continuar espertos, e não confiarem tanto em Obama como salvação para todos os problemas dos EUA.

Eu sou uma pessoa eclética demais para palpitar no assunto "rock'n roll", mas particularmente gosto muito da banda. Acho que eles têm uma carreira coerente com sua época e com suas idéias e aparentemente não se deixam levar pela opinião dos outros.

Do álbum novo, mais uma vez uma ópera rock, desta vez narrando a história de um casal punk, só ouvi a faixa tema, "21st Century Breakdown" , e a música de trabalho, "Know your enemy". Para mim, é o mesmo bom Green Day de sempre.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

“É a festa da torcida campeã...”


No programa Fantástico de ontem fui apresentada ao Legião Futebol Clube, o time de futebol de Brasília que homenageia a mais reconhecida banda de rock da cidade, Legião Urbana.
O time foi criado em 2006, começou na terceira divisão e agora está competindo na primeira divisão do campeonato brasiliense, e começou o campeonato mostrando que veio pra ficar, ganhou de 2 a 0 do Esportivo Guará.

Eu gosto muito da banda. Alguns fãs mais xiitas podem ser contra a existência de um time de futebol que homenageia a banda de Renato Russo, cujas músicas denunciavam a alienação do nosso país das mais variadas maneiras, inclusive pelo futebol.
Mas eu achei super interessante. Não posso afirmar com certeza, mas acho que este deve ser o primeiro time do mundo criado para homenagear uma banda de rock. Ou será que em Liverpool existe o "Beatles football society"? Só mesmo no país do futebol para acontecer essas coisas. O fato é que o time agradou, já tem muitos torcedores e a parte boa é que nos jogos, sempre cantam as canções inigualáveis da banda. “Será......que vão conseguir vencer?”
Legião Futebol Clube no Globo Esporte:

http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM779229-7824-LEGIAO+LIDERA+O+CAMPEONATO+BRASILIENSE,00.html