
É engraçado, as mais importantes greves que têm acontecido na cidade tem influenciado minha vida diretamente...a da USP que mesmo com a volta dos professores permanece através de piquetes dos estudantes e a do metrô na quinta feira, que me fez ficar uma hora e meia dentro do ônibus e depois andar mais uma meia hora a pé, tudo isto pra não perder a nota de uma prova...
Acho que desde a revolução industrial ninguém mais conseguiu inventar um método de manifestar a insatisfação tão eficaz quanto a greve. O problema é que em nossa sociedade "pós-moderna" tudo tende a se banalizar e os efeitos não conseguem ser tão imediatos.
Antes estava contrária a permanência na Reitoria, mas agora sou a favor. Eles já estão lá há mais de 40 dias e vão sair sem nenhuma mudança? Isso só vai piorar a situação do movimento estudantil. E apesar dos pesares, a ocupação está servindo de exemplo. Várias reitorias de diversas Universidades do país estão sendo invadidas, e alertando para a precariarização do Ensino Superior público e o descaso que há anos a educação no geral tem no país.
Só acho errado transformar a Ocupação em disputa política. Pelo que soube, os partidos que participam das assembléias dos estudantes estão em desacordo. Acho que nem deveria haver partidos à frente da manifestação, mas política é assim mesmo. E em um "neoliberalismo", os estudantes estariam mais passivos e desorganizados. O problema é que as reinvidicações acabam se perdendo no meio de tudo isto.
Quanto à greve do Metrô esta sim garante retorno. O metrô é a coisa mais importante da cidade. Sem ele realmente a cidade vira um caos. Os últimos dias foram prova disto, pela greve e pela falha. Agora em relação a essa paralisação, não posso opinar. Eles têm o direito deles. Nós passageiros temos que nos virar...eu paulistana dei um jeitinho brasileiro...

